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Ao Caio e ao Duca

Ao Caio e ao Duca

Por Thiago Elias Klaime*

Um desastre sem precedentes. Famílias destruídas e destroçadas. Um país em choque tenta se recuperar de um dos maiores e mais doídos golpes que já sofreu.

O acidente com o avião da Lamia que transportava a equipe da Chapecoense, heroica finalista da Copa Sul Americana de Futebol, até a cidade de Medellín na Colômbia, emocionou não somente o povo colombiano e brasileiro como o mundo inteiro. O destino quis, de forma estúpida, que a madrugada do dia 29 de novembro de 2016 ficasse marcada como um dos dias mais tristes do futebol mundial. Um doloroso fim para quem estava prestes a se consagrar internacionalmente.

Um time de pequeno porte chegar a uma final de torneio internacional não acontece todo dia. Um trabalho feito de maneira extremamente competente pelo técnico CASCAVELENSE, Caio Júnior, conquistou torcedores de todos os clubes e de todos os times. Chapecó abraçou seu time e o time jogava por Chapecó… literalmente. Com carisma e simpatia fora do comum, o técnico Caio Jr. sempre acompanhado pelo também CASCAVELENSE e meu amigo inesquecível “Duca”, era ovacionado pelas ruas da cidade. Jogadores e comissão técnica faziam parte da “comunidade” de Chapecó.

Eles eram vistos com grande frequência nos supermercados e restaurantes da cidade. Faziam parte das famílias chapecoenses. Não existia aquela blindagem e frieza como se vê nos grandes clubes e centros. Os jogadores eram palpáveis assim como Caio Jr. Esse jeito carinhoso e acessível do elenco fez com que a Chapecoense fosse adotada pela cidade. Infelizmente e dolorosamente, o destino quis que fosse assim. Inexplicavelmente, o destino quis que esse momento tão sonhado fosse interrompido pela ganância e irresponsabilidade de um piloto e sua empresa.

Qual a lição que se pode tirar disso tudo? Qual o plano de Deus e qual o significado para essa dor terrível que estamos sentindo agora? Quem sabe se o goleiro Danilo não tivesse feito aquela defesa milagrosa no último minuto de jogo, as coisas hoje seriam diferentes? Quem sabe? Será que só Deus pode responder isso? Esse mesmo Deus que escreve certo por linhas tortas, tinha algo reservado para nós brasileiros – os colombianos. A incrível e jamais vista demonstração de solidariedade e afeto do povo colombiano foi uma das maiores provas de amor de um povo pelo seu próximo. Marchas e cantos em homenagem a Chapecoense ganhavam força por toda a cidade de Medellín. Uma demonstração fantástica de carinho e respeito pelo enlutado povo brasileiro.

Será que o significado dessa triste tragédia é de aproximar povos, unir gerações e acabar com essa violência absurda que mata milhares de pessoas no mundo todo?
Deus não levaria esses heróis em vão. Deus em sua magnitude tem uma resposta para tudo isso. E essa resposta foi dada pelo povo colombiano:

“QUE LO ESCUCHEN EN TODO EL CONTINENTE, SIEMPRE RECORDAREMOS CAMPEÓN AL CHAPECOENSE”
*Diretor do jornal A Voz do Paraná

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