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Dilvo Grolli: Show Rural é fruto do empreendedorismo

Dilvo Grolli: Show Rural é fruto do empreendedorismo

O encontro do produtor rural, da difusão de conhecimento, da evolução tecnológica, da vitrine da produtividade, do desenvolvimento sustentável e das maiores e melhores empresas do agronegócio. Assim pode ser definido o Show Rural Coopavel, que chega a sua 31ª edição reunindo mais de 285 mil pessoas, entre eles, agricultores, pesquisadores, colaboradores das empresas nacionais e internacionais, entre outros profissionais do setor.
Realizado em uma área de pouco mais de 70 hectares, às margens da BR-277, o Show Rural Coopavel 2019 foi um espaço usado para orientar os produtores rurais para um trabalho com mais qualidade e maior produtividade. Nesta edição, estiveram presentes 530 expositores, que trouxeram as novidades em sementes e insumos, máquinas agrícola, tecnologia de precisão, avicultura e pecuária. Também estiveram presentes agências bancárias, revendas de caminhões e carros, além de instituições dos mais diversos segmentos.
A movimentação financeira chegou R$ 2,2 bilhões. Os números são recordes para uma única edição da feira, que reuniu 520 expositores. O 32º evento já tem data para ocorrer, será de 3 a 7 de fevereiro de 2020.
O diretor-presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, diz que os números representam o bom momento brasileiro, de retomada da confiança no governo e no futuro do País. “Estamos muito felizes e somos gratos a todos que contribuíram para tornar esse evento possível”, afirmou Dilvo ao lado da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, do vice-presidente da Coopavel, Jeomar Trivilin, do coordenador geral do Show Rural Coopavel, Rogério Rizzardi, do coordenador de TI, Rogério Aver e do publicitário Samuel Grolli, que ao lado de José Rodrigues da Costa Neto estiveram à frente do Show Rural Digital.
O Show Rural Digital foi a grande sensação da 31ª edição, disse Dilvo, informando que o desafio para 2020 será fazer do próximo um evento ainda maior e melhor. “Ele tem características únicas no mundo e representa uma revolução fantástica, que insere a produção e o agronegócio em um novo patamar”, ressaltou o presidente da Coopavel. O público da sexta-feira (8), foi de 40.602 visitantes, também novo recorde histórico para o dia de encerramento da feira.
Em entrevista ao jornal A Voz do Paraná, o diretor-presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, diz que a 31ª edição reforça a preocupação da Coopavel de oferecer conhecimentos diversificados aos produtores rurais e a todos que atuam com a cadeia do agronegócio. “A proposta do Show Rural é ter as maiores e mais representativas empresas mundiais, porque o evento é uma vitrine do agronegócio da América do Sul e América Central para todos os produtores rurais. A tecnologia que está sendo aplicada nos Estados Unidos, na Europa ou em qualquer lugar do mundo, tem que ser aplicada também na América do Sul. Nós temos essa responsabilidade, o evento é grande no número de empresas, mas que seja maior ainda o número de exemplificação de tecnologias e devem ser tecnologias de ponta”, ressaltou.
Segundo Dilvo Grolli, o Show Rural está sempre inovando, pensando nos visitantes e nos expositores. “Este ano, tivemos 530 expositores, porque foi uma maneira de acomodar empresas novas que estavam querendo participar do evento. De uma maneira eficaz, conseguimos aumentar o número de empresas e dar conforto tanto para os expositores quanto para os visitantes, para que todos pudessem ouvir as palestras, verificar os maquinários e os canteiros de soja, que foram plantados com um espaço entre um e outro”, salientou o diretor-presidente da Coopavel.
A HISTÓRIA
Em 1988, a Coopavel aumentou seus esforços para melhorar a agricultura, criando o seu primeiro Dia de Campo. O evento que contou com a presença de 110 visitantes, tinha como objetivo difundir tecnologias voltadas para o aumento da produtividade de pequenas, médias e grandes propriedades rurais. Ano após ano o crescimento nunca mais parou e em 1995 mudou seu nome para Show Rural Coopavel.
E não foi só o evento que cresceu. A difusão de conhecimento e tecnologias que o Show Rural Coopavel trouxe a região colaborou e muito para que em menos de duas décadas, a produtividade das principais culturas da região, soja, milho, feijão e leite evoluíssem mais de 100% em relação a média regional. “Pensando nos dados que espelham a dimensão do que foi o Show Rural nesses 30 anos, tendo em vista que o evento surgiu em 1989, naquele tempo a média da colheita de soja era 25 sacos por hectare, hoje, a última colheita de soja deu uma média de 70 sacos de soja por hectares, isso quer dizer que ouve 100% de crescimento da produtividade em 30 anos”, contou o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, comentando ainda que “o milho também apresentou crescimento. No início do evento, tinha em média de 60 sacos por hectares, nos dias atuais, a produtividade do milho está alcançando em média 200 sacos”.
Leia, a seguir, a íntegra da entrevista:

Jornal A Voz do Paraná: Você concede entrevista coletiva para a imprensa local, regional, nacional e internacional mostrando números exaustados por todos os seus assessores e por toda sua diretoria e a cada ano que passa do evento Show Rural, novas conquistas se apresentam, novos números se superam e nesse Show Rural você recebeu tanto a ministra da Agricultura como governo do Estado que, por sua vez, implantou o governo em Cascavel no Show Rural 2019, então, isso é motivo de orgulho não só para a sua diretoria como para população de Cascavel que, de uma certa forma, a Coopavel está inserida em Cascavel, está no contexto e o resultado disso a população tem que receber como um fato de orgulho por ter uma entidade como a sua, tendo essa diretoria à frente?
Dilvo:
A Coopavel é fruto do empreendedorismo de pessoas de Cascavel e do Oeste do Paraná, ela representa o empreendedorismo, porque quando reuniram 42 pessoas para fundar a cooperativa, pensaram em organizar a sociedade para que a sociedade pudesse gerenciar a sua produção e tirasse das mãos daqueles atravessadores que eram realmente multinacionais, a empresa cresceu e não perdeu essa identidade com a sociedade de Cascavel e da região Oeste. O Show Rural é uma prova dessa continuidade daquela visão estratégica, do cooperativismo claro, porque isso faz parte dos princípios das cooperativas, mas, inserido no cooperativismo tem que ter empreendedores e aqueles 42 fundadores foram os empreendedores daquela época e que transferiram esse clima ao que estão, atualmente, na cooperativa e para a sociedade de Cascavel. Tudo que aconteceu no Show Rural faz parte de um DNA, fruto de uma consciência e fruto de um empreendedorismo que sempre teve Cascavel e a região Oeste. Nós temos cidades jovens e Cascavel é um exemplo disso, 67 anos eram as principais cidades da América do Sul com bom nível de IDH, uma cidade que está se fortalecendo na economia está se fortalecendo no conhecimento, na prosperidade das sua gente. Eu acho que o que aconteceu no Show Rural é fruto de uma caminhada que Cascavel e a região Oeste sempre teve.

Jornal A Voz do Paraná: Diante de todas essas conquistas, todos os termos, tecnologia, agora com o Show Rural Digital, uma grande novidade que parece que assombrou a área daqueles que utilizam desse expediente, que é muito útil na verdade. Esse evento trouxe um resultado gratificante para vocês, teve uma expansão e uma aceitação muito grande das empresas e entidades. Diante de todas essas conquistas, o que você consegue projetar para amanhã, depois de amanhã, porque, certamente, você deve começar a vislumbrar planos que possam vir a acontecer. O que você imagina?
Dilvo:
Quando nós montamos o primeiro Show Rural, eu quero aqui enfatizar a participação importantíssima do Rogério Rizzardi (coordenador geral do Show Rural Digital) desde o início, nós viajamos juntos, para ver uma empresa internacional nos Estados Unidos da América. Quando fomos naquele evento, vimos que aquele modelo poderia melhorar as feiras do Brasil e o conhecimento dos shows rurais, então, quando trouxemos a ideia daquele modelo para cá, desenhamos em um guardanapo, na volta dessa viagem para os Estados Unidos no dia 30 de setembro 1988, um pequeno evento em Cascavel, nesse local e que poderia ter mais de 10 mil pessoas participando. A primeira intenção era ter 10 mil participantes. Depois de 31 anos, nós temos um evento completamente diferente com a participação 288 mil pessoas e nós, tanto Rogério como eu, não tínhamos uma visão que iria acontecer algum dia e que teria diversos, um evento com bancos e com grandes organizações internacionais que pudesse atrair para esse local as maiores empresas de tecnologia. Não tínhamos essa esperança, não sei se nós pensávamos pequeno, mas, se o pensamento é pequeno nós trabalhamos bastante, e quando eu digo ‘nós’ quero que o termo seja extensivo a todos os colaboradores da Coopavel, a todas as empresas que participam do evento, a todos os colaboradores que participam da feira, porque em momento nenhum nós imaginávamos esse número de participações. Agora, nós temos um novo momento do Show Rural Digital, temos que ver como é que será esse caminho. Claro que será irreversível. E como é que será o tamanho das máquinas? Será que os pulverizadores serão tão grandes como são hoje? Será que daqui há 30 anos vai existir pulverizadores ou somente os drones? Então, agora nós vamos começar a viajar em um tempo que nós não conhecemos, vamos começar a projetar um tempo que precisamos ser participantes.

Jornal A Voz do Paraná: E para projetar isso, quanto tempo leva?
Dilvo:
Nós sempre temos que pegar carona com o tempo, o tempo é uma estrada e temos que pegar carona, sempre acelerar o máximo, ninguém ganha Fórmula 1 se não acelerar o máximo.
Jornal A Voz do Paraná: Quando vocês atingem esses resultados, as conquistas surpreendentes, qual é o sentimento que existe dentro de você e do Rogério?
Dilvo:
Eu vou responder por mim, a ficha cai daqui há alguns dias, hoje, nós estamos vivendo um momento de trabalho e eu não tenho ainda visão para dizer como foi, eu sei números, mas o sentimento e com o coração está ainda na agitação do dia-a-dia. Eu acho que evento foi fantástico, números, pessoas, a forma, a participação, mas é muito importante que isso tudo seja feito dentro do sincronismo da proposta que sempre foi realizada, na grande realidade que estamos vivendo, são muitas dezenas de pessoas que formam esse número de trabalho com todas essas mentes pensando, que no fim acaba virando uma mente só, mas, que passam ser vários corações com um mesmo propósito. Eu comentava há pouco, só recebemos elogios, porque os espíritos das pessoas vieram só com isso, claro, elogio é bom, mas o elogio tem sua dimensão, ele deve servir para que nos estimule a melhorar a cada vez mais e buscarmos sempre implantar essa melhoria, não para outra coisa, nunca deve subir para a cabeça de ninguém, os elogios devem ser entendidos por todos os colaboradores e todos que entenderem como estímulo a uma obrigação de melhorar. Eu gostaria de deixar isso muito claro, eu devo agradecer a todos os colaboradores, todas as empresas e também a toda sociedade de Cascavel, nós tivemos o apoio de todas as entidades, da prefeitura, da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Militar, da Polícia Civil, da Cettrans, da imprensa, da mídia, entre outros. É importante que isso seja semente para muitas coisas na nossa vida e no nosso trabalho, vamos nos organizar cada vez mais e termos a consciência que o evento é tão grande que precisa de toda a cidade de Cascavel, que todos tem esse direito. Nós contratamos mais de 700 pessoas, além dos 400 funcionários do Estado que estavam aqui trabalhando, claro que preparamos todos com cursos de como deve se comportar aqui dentro e que não é simplesmente uma contratação, eles foram contratados e selecionados para honrar o nome de Cascavel para o mundo. Eu agradeço a todos eles independente da função. E para encerrar, agradeço ao nosso Pai que sempre nos abençoou e esse clima que nos deu, nenhum problema aqui dentro, inclusive, tivemos um caso de uma pessoa que caiu e teve um AVC e, imediatamente, foi atendido pelo nosso setor médico e em 45 minutos já estava sendo medicado no hospital e ficou bem. São as bênçãos dele e sempre devemos agradecer. Obrigado!

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