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Planos de saúde perdem 910 mil clientes no 1º semestre

Planos de saúde perdem 910 mil clientes no 1º semestre

Os planos de saúde apresentaram queda de beneficiários no primeiro semestre deste ano, as empresas do setor perderam 910 mil clientes no período, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Em dezembro de 2015, o número de clientes era 49,39 milhões e passou para 48,48 milhões, em junho. A crise financeira, o aumento do desemprego e a alta dos planos de saúde, estão entre os principais fatores para essa queda.

Com a alta dos planos de saúde, recentemente fixada em até 13,57%  pela ANS, para o período de maio deste ano até abril de 2017, muitos clientes estão deixando de pagar pelo benefício. O desemprego também impacta diretamente nos números desse setor, pois em maio, o País contabilizou 11,4 milhões de brasileiros desempregados, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Para suprir a falta de capacidade do sistema público de saúde em atender essa demanda, uma nova alternativa tem conquistado espaço no mercado, o uso dos serviços de clínicas médicas populares, como a Acesso Saúde, que conta com unidades espalhadas por todo o País. “Atualmente, estima-se que o SUS (Sistema Único de Saúde) atenda a apenas 4% da população em regime ambulatorial, que se refere a realização de consultas e exames, restando para a outra parcela dos brasileiros a contratação de planos de saúde, até então, o que não chega a ser uma alternativa viável para a população mais carente”, explica Antônio Carlos Brasil, fundador da empresa.

A marca aposta em um sistema integrado exclusivo, em que o prontuário médico de cada paciente pode ser acessado em qualquer uma das clínicas, em um dos 12 Estados onde a marca conta com unidades. “Nenhuma empresa do segmento conta com esse tipo de tecnologia, pois nós temos uma proposta muito diferente, somos um sistema de saúde, em que os dados de cada cliente ficam armazenados e à disposição, independentemente da unidade na qual seja atendido, criando um histórico de cada paciente e tornando o diagnóstico mais assertivo”, explica Brasil.

Com uma carteirinha semelhante a de um plano de saúde, o usuário do sistema recebe uma identificação, com a vantagem de não ter uma mensalidade, pois o pagamento para a rede é feito de acordo com as consultas realizadas pelo cliente. Com valores a partir de R$ 69, a depender da região e especialidade escolhida, o paciente agenda uma consulta e pode também realizar exames, com preços até 50% mais baratos do que os praticados no mercado, além de parcelamento no cartão de crédito. A empresa oferece mais de 1.200 tipos de exames e 34 especialidades.

“Acreditamos que em pouco tempo, essa será uma das principais alternativas utilizadas pela população na área da saúde, pois o SUS está sobrecarregado há muito tempo, além do encarecimento dos planos de saúde, fatores que contribuem para esse movimento do setor”, prevê Brasil. A empresa tem expectativa de encerrar 2017 com 50 clínicas em operação.  

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