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Sanidade agropecuária é debatida no Show Pecuário

Sanidade agropecuária é debatida no Show Pecuário

Evento reuniu autoridades do setor para debater desafios sanitários do Paraná

O último dia do Show Pecuário 2019, que foi realizado em Cascavel dos dias 23 a 26 de julho, recebeu um encontro regional de sanidade agropecuária. Empresários, servidores públicos, produtores rurais e representantes do setor discutiram o tema planejaram ações conjuntas para garantir a conquista do status de área livre de febre aftosa no Paraná.

Otamir Martins, diretor-presidente da Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná) explicou todas as etapas de preparação do Estado para tornar-se área livre da febre aftosa sem vacinação. “A nossa estrutura de vigilância terá 33 postos de fiscalização e 16 corredores de entrada, que são formas de transitar animais de outros estados com destinos a outras localidades. Também estamos bem próximos de finalizar a contratação 80 técnicos agropecuários e 30 médicos veterinários para reforçar nossa equipe”, informou. Ele também detalhou sobre outros processos de controle, como georreferenciamento de 99% das propriedades do Paraná com bovinos e participação de simulações de eventuais focos da doença.

Elias Zydek, diretor-executivo da Frimesa, vice-presidente do Programa Oeste em Desenvolvimento e presidente do Conselho Regional de Sanidade Agropecuária do Oeste do Paraná. Ele discorreu sobre os problemas causados pela falta de sanidade em outros países do mundo, como a peste e doenças que diminuíram em 30% a população de leitões dos Estados Unidos e a atual crise sanitária vivida pela China, a qual estima-se que serão perdidas 40% das fêmeas suínas.

Por isso, ele reforçou a importância de todos os setores estarem em sintonia para integrar as ações, cumprir os prazos e conquistar o status. “A impor

Antonio Poloni, consultor da Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná) falou sobre a importância econômica da sanidade para o Paraná. “O status sanitário representa um cartão de visitas para o mercado internacional. Quem tem um status de primeiro mundo, não é submetido a barreiras sanitárias de ninguém. Avançar na sanidade é alcançar novos mercados, que remuneram melhor. É produzir produtos com maior valor agregado”, disse.

Além disso, ele ressaltou que a responsabilidade sobre o status precisa ser compartilhada. “Conseguimos implantá-lo e agora o novo desafio é mantê-lo. Quem faz sanidade não é o governo, é a iniciativa privada em conjunto com os produtores rurais”, disse.

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