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Chegada da ressonância magnética demanda grande operação no Huop

Chegada da ressonância magnética demanda grande operação no Huop

A última etapa da instalação da ressonância magnética do Hospital Universitário do Oeste do Paraná (Huop) demandou horas e até um guindaste telescópico para levantar o equipamento, que pesa 6 toneladas, até a sala onde será concluída a estrutura. Em 30 anos, esta é a primeira vez que uma operação tão grande é realizada no hospital, tendo o protocolo planejado e executado sem nenhuma intercorrência, durante este sábado (8).

A obra de adequação do local onde a ressonância será instalada começou ainda em junho, sendo executada com projetos desenvolvidos pela Diretoria de Planejamento Físico da Unioeste. No mês de julho, foram entregues e instalados alguns equipamentos essenciais, como a gaiola de faraday, para proteção de radiofrequência, e também a climatização. Com a chegada da ressonância magnética, a estrutura deve ser finalizada ainda no mês de agosto, e a expectativa é que esteja funcionando em setembro.

O aparelho, que teve o custo de R$ 3,5 mi, foi adquirido através da solicitação do deputado federal Evandro Roman junto ao Ministério da Saúde ainda em 2018. Durante a visita ao hospital em julho, ele acompanhou a obra e enfatizou a importância destes exames para a região. “É um hospital que existe há mais de 30 anos, e agora que recebe um aparelho de ressonância. Isso é uma sensação de dever cumprido e de que também conseguimos fazer mais para atender a população”, afirma Roman.

Atualmente, poucos hospitais públicos no Paraná oferecem este serviço e a população muitas vezes tem que se deslocar até Curitiba para realizar o exame. Esta será a primeira ressonância em hospital público no interior do estado. “A fila para realização desse exame é muito grande, e nossa expectativa é que possamos zerar a espera. Isso demonstra que esse investimento é de grande valia para a saúde pública de toda região. Um grande trabalho de todos do Huop”, ressalta o reitor da Unioeste, Alexandre Webber.

O aparelho ficará à disposição para exames exclusivos para o SUS durante 24 horas, e pode atender até 34 pacientes diariamente. “Ele vai atender uma região de 2,5 milhões de pessoas, beneficiando pessoas que sofrem com a demora para realizar o exame, tendo que se deslocar para Curitiba. É um grande projeto realizado, que envolve diversos setores do Huop e da Unioeste”, enfatiza o coordenador do Centro de Imagens do Huop, Narciso Comissio.

O diretor geral do Huop, Rafael Muniz de Oliveira, também enfatiza a importância da ressonância magnética, tendo em vista que grande parte dos pacientes do hospital são vítimas de trauma e que necessitam desse exame. “O hospital precisava muito de um equipamento que realizasse exames como esse. Ele deve contribuir com mais agilidade no diagnóstico dos pacientes. Isso é benéfico para nossa demanda de atendimentos”, finaliza.

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