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Entidades do PR se mobilizam para alterar edital de concessão do Aeroporto Afonso Pena

Entidades do PR se mobilizam para alterar edital de concessão do Aeroporto Afonso Pena

Entidades representativas do setor produtivo paranaense, entre as quais as integrantes do G7, estão se mobilizando para que o governo federal altere o edital de concessão do Bloco Sul, para possibilitar que o Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, tenha sua pista principal ampliada em 600 metros ou seja construída uma terceira pista. Essas obras viabilizariam a operação de voos diretos para os Estados Unidos e Europa, de cargas ou passageiros, sem restrições, reduzindo os custos para os usuários e aumentando a competitividade das empresas paranaenses.

Na segunda-feira (09), a demanda foi apresentada aos representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Secretaria Nacional de Aviação Civil e Ministério da Infraestrutura, na audiência pública ocorrida na capital paranaense, cujo objetivo foi discutir a sexta rodada de concessão de aeroportos, que teve início em maio de 2019, e do qual o Bloco Sul faz parte, contemplando nove aeroportos: Afonso Pena, em São José dos Pinhais, Foz do Iguaçu, Londrina e Bacacheri, em Curitiba, no Paraná; Navegantes e Joinville, em Santa Catarina; e Pelotas, Uruguaiana e Bagé, no Rio Grande do Sul.

Um ofício também foi encaminhado ao governador Ratinho Junior, solicitando o apoio do governo do Estado junto ao Ministério da Infraestrutura, para assegurar mudanças no edital. O documento é assinado pelas lideranças do G7, José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar; Ari Bittencourt, vice-presidente da Fecomércio/PR; Ágide Meneguette, presidente da Faep; Carlos Walter Martins Pedro, presidente do Sistema Fiep; Sérgio Malucelli, presidente da Fetranspar, Camilo Turmina, presidente da ACP, e Marco Tadeu Barbosa, presidente da Faciap. Também assinam o documento Edson José Ramon, presidente do Instituto Democracia e Liberdade (IDL), Mário Pereira, presidente do Movimento Pró-Paraná, e José Alberto P. Ribeiro, presidente em exercício do Instituto de Engenharia do Paraná.

No ofício, as entidades alertam que, se não houver mudanças no edital até a realização do leilão, a concessão terá validade por 30 anos e as obras necessárias deixarão de ser realizadas. “Todos os aeroportos das grandes capitais brasileiras já possuem voos diretos para Estados Unidos e Europa. Apenas Curitiba hoje está fora desta relação e continuará assim se o edital a ser publicado para a concessão para os próximos 30 anos não for alterado”, afirmam.

Elas destacam ainda outros pontos que necessitam ser modificados em relação ao Aeroporto de Londrina (ampliação da pista em mil metros pois no edital constam 540 metros, construção de um novo terminal que permita o embarque por fingers e a instalação de equipamentos de proteção de voos) e no Aeroporto de Foz do Iguaçu (estabelecer prazo para construção da nova pista prevista no edital).

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