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Governo vai acelerar a distribuição de caixas d’água

Governo vai acelerar a distribuição de caixas d’água

O Governo do Paraná vai acelerar a distribuição de 5 mil novas caixas d’água como forma de ajudar famílias de baixa renda neste momento de estiagem severa e crise hídrica. A iniciativa é liderada pela Sanepar com apoio da Secretaria da Justiça, Família e Trabalho e fará com que o programa Caixa D’Água Boa amplie em 125% o número de famílias beneficiadas em 2020, chegando a 9 mil residências de todas as regiões do Estado.

Criado no ano passado, o Caixa D’Água Boa atendeu 4 mil famílias em 2019 e inicialmente atenderia mais 4 mil neste ano, em 144 municípios. Com a estiagem, o governo amplia o raio de ação do programa.

O programa dá mais qualidade de vida para as famílias. É um projeto social de grande alcance, que faz a diferença para as pessoas mais humildes, especialmente neste momento de seca, com a implementação de rodízio de água por parte da Sanepar em todo o Estado”, afirmou o governador Ratinho Junior. “Além de impactar também na saúde, já que água tratada evita doenças e ajuda na higiene pessoal para combater o Coronavírus”, acrescentou.

Estiagem
Estudo do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) encomendado pela Sanepar apontou para a estiagem mais severa dos últimos 50 anos no Estado. Até o dia 20 de maio, por exemplo, choveu apenas 9 milímetros em Curitiba, enquanto a média histórica apontava para o volume de 113 mm. Seca que se estende também para toda a região metropolitana da capital. Norte Pioneiro e o Noroeste são outras duas regiões com mais defasagem de chuvas neste mês, segundo o mesmo levantamento.
O diretor-presidente da Sanepar, Claudio Stabile, explicou que a escassez de água é grave, o que obrigou o Estado a decretar situação de emergência hídrica. Com isso, destacou ele, a companhia implementou um sistema de rodízio no abastecimento para que não falte água por completo em algumas áreas do Paraná. A economia gerada pela iniciativa é estimada entre 18% e 20%.
“Com o rodízio, as pessoas que não possuem uma caixa d’água em casa ficam sem uma gota nesses dias. Isso não pode acontecer, ainda mais neste grave momento em que vivemos, com uma pandemia na saúde”, ressaltou Stabile. “Por isso a importância da distribuição desses reservatórios. Em alguns pontos da Região Metropolitana de Curitiba é a pior seca dos últimos 100 anos”, completou.

Programa
Apenas em Curitiba, há 1,3 mil famílias mapeadas para receber uma caixa d’água nesta nova distribuição de 5 mil reservatórios. Pessoas cadastradas no programa Tarifa Social da companhia terão prioridade.
O Caixa D’Água Boa foi criado no ano passado para beneficiar famílias em situação de vulnerabilidade social, com renda familiar per capita de até R$ 522,50, moradores da área urbana nos municípios prioritários com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), com indicadores sociais e econômicos mais críticos do Estado.
A Sanepar doa os conjuntos compostos por reservatório domiciliar com capacidade de 500 litros, tubulação e base metálica. A Secretaria da Justiça, Família e Trabalho promove um auxílio financeiro no valor de R$ 1 mil para cada família, para investir na mão de obra necessária à instalação. Os municípios são responsáveis pelo armazenamento e distribuição dos materiais que compõem o kit e fiscalizam a instalação.

Outras iniciativas
Além do rodízio na distribuição da água, a Sanepar trabalha com outras iniciativas para amenizar a falta da água no Paraná. Diretor de Meio Ambiente da empresa, Julio Gonchorosky explicou que a companhia adotou ações emergenciais para garantir o abastecimento da população, como a transposição de rios e a retirada de água das cavas.
Segundo ele, a crise hídrica deve permanecer nos próximos quatro ou cinco meses, já que o volume de chuvas previsto para o período deve também ficar abaixo da média histórica. “E já são tradicionalmente os meses com menos chuva do ano, o que atrapalha ainda mais”, disse ele.

Educação
Há em andamento ainda uma proposta de parceria com a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte para intensificar a aplicação de conteúdos de educação ambiental nas escolas da Rede Pública de Ensino. “Precisamos do engajamento da população para obter sucesso nesta batalha. Criar uma cultura de que a água é importante, do uso racional da água não só nos momentos emergenciais”, afirmou Gonchorosky.

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