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Itaipu regenera vegetação de fragmento florestal em Foz

Itaipu regenera vegetação de fragmento florestal em Foz

O plantio de 2.700 mudas de árvores nativas vai mudar por completo uma área degradada na borda de um fragmento florestal de cerca de 100 hectares, na entrada da Vila A, em Foz do Iguaçu. A recomposição florestal começou a ser feita nesta sexta-feira (29), por profissionais da Itaipu e de uma empresa contratada. O plantio atende à compensação ambiental devido ao corte de árvores para a implantação de uma ciclovia naquela região.

“Nós aproveitamos que teríamos que fazer este plantio de compensação e escolhemos este local para alocar as plantas”, explica a engenheira florestal, Veridiana Pereira, da Divisão de Áreas Protegidas da Itaipu. “Esta área estava bastante degradada e já tinha sido submetida a um plantio da Itaipu há quase 20 anos. Sobrou só esta pequena região.”

Para recompor a região, foram escolhidas 50 diferentes espécies nativas, do viveiro florestal do Refúgio Biológico Bela Vista. “Para fazer a restauração, nós pensamos em restaurar os processos ecológicos. Por isso, trouxemos árvores frutíferas, como amoreira, pitanga, jabuticaba e gabiroba, que vão atrair a fauna”, conta Veridiana.

“Também trouxemos algumas árvores ornamentais, como os ipês de várias cores”, continua a engenheira florestal, “e ainda espécies de crescimento rápido, que farão o primeiro estágio de recomposição, para que as outras espécies possam se desenvolver na sequência”.

O plantio foi concluído na segunda-feira (1), em um bolsão na Avenida Garibaldi, entre a Avenida Andradina e a BR-277. As árvores são plantadas dentro da área, que agora está cercada por alambrados. As obras da ciclovia naquela região continuam – na quinta-feira (28), foi iniciada a aplicação do asfalto no trecho da Avenida Garibaldi.

Para Veridiana, a construção da ciclovia, além de dar mais uma opção de lazer à comunidade, também cumpre o papel na conservação do fragmento florestal. “A área foi cercada e foi dado uso público para a região, isso é superimportante para preservação da área. A ideia é que as pessoas usem a ciclovia, aproveitem a sombra das árvores e ocupem o espaço”, conclui.

Compensação ambiental
O plantio das 2.700 mudas na região do fragmento obedece a uma compensação ambiental decorrente da autorização florestal fornecida pelo Instituto Água e Terra (IAT) para o corte de árvores, o que foi necessário para a construção da ciclovia ao redor de todo o fragmento florestal.

Com 4.800 metros de extensão, a ciclovia vai circundar a área, passando pelas avenidas Garibaldi, Andradina e Paraná e pela BR-277. A obra inclui a construção de calçadas, ciclovia, drenagens, espaço para prática de caminhadas e iluminação complementar. O contrato de R$ 8,4 milhões é financiado pela Itaipu.

Quando foi projetada a obra da ciclovia, foi feito um inventário com o cálculo das árvores que precisariam ser retiradas. O inventário foi enviado para a prefeitura de Foz do Iguaçu, que responde pela área onde a vegetação está em estágio inicial de desenvolvimento, e para o IAT, órgão responsável pela autorização ambiental quando envolve vegetação em estágios mais avançados.

O projeto inicial foi alterado para minimizar ao máximo o corte de árvores. Por exemplo, o trajeto que passaria por trás do Centro de Medicina Tropical acabou sendo redirecionado para a frente. Também não foi suprimida a vegetação em todo o trecho da BR-277.

Foi encaminhado ao IAT o pedido de permissão de corte de 268 árvores. O órgão ambiental, por sua vez, estipulou como compensação ambiental o plantio de 2.700 mudas. Já a prefeitura autorizou a retirada de outras 325 árvores menores e definiu a compensação com 728 mudas, que foram doadas ao horto municipal.

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