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Lar comemora atuação no Paraguai com faturamento de U$152,2 milhões

Lar comemora atuação no Paraguai com faturamento de U$152,2 milhões

O dia 6 de agosto de 1996 marca a data em que a Lar Paraguay foi constituída e passou a atuar em um pequeno barracão em Cidade do Leste, na compra de grãos e venda de defensivos agrícolas. Gradativamente, a estrutura nas terras guaranis foi ganhando corpo e força. Hoje, são mais de 1.100 clientes – a grande maioria brasiguaios, um quadro de 160 funcionários fixos e outros 60 temporários. As 10 unidades, espalhadas nos departamentos de Alto Paraná, Itapúa, Caaguazú e Canindeyú vão gerar um faturamento orçado para 2016 em torno de U$ 156,2 milhões. E a produtividade, no caso do milho, safra que está sendo colhida tem estimativa de 200 mil toneladas, a de soja rendeu 277 mil toneladas e existe uma projeção para 50 mil toneladas de trigo.
A COMEMORAÇÃO
Para comemorar os resultados obtidos, o salão paroquial da comunidade de São Alberto Magno quase que ficou pequeno para receber um grande público de parceiros da Lar e dirigentes. Compareceram ao evento 1.500 pessoas. A Diretoria Executiva da Lar esteve presente. O diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues, ao lado do gerente da Lar Paraguay, Rogério Butzen, diretores e conselheiros fez um balanço histórico da Lar Paraguay dizendo que “há 20 anos, quando começamos, já tínhamos uma tradição de negócios com o Paraguai, e estávamos intensificando a internacionalização com outros países. Então, por que não intensificar os negócios com o nosso país-irmão e vizinho mais próximo e rico em recursos naturais? Neste período ajudamos a fomentar a agricultura, modernizar com a introdução de novas tecnologias e formando uma infraestrutura formada por 10 unidades. Agradecemos a todos, funcionários, clientes e órgãos governamentais, que fizeram conosco, no dia a dia, a oração do trabalho, que dignifica o homem e engrandece a Lar e o Paraguai”, destacou.
Antes da festa, o público assistiu duas interessantes palestras: O meteorologista Luiz Renato Lazinski abordou as tendências climáticas para a próxima safra de verão. “La Niña chegou e vai durar até o inverno do ano que vem”, alertou. La Niña é fenômeno climático que se caracteriza pelo esfriamento das águas do Oceano Pacífico, o que provoca uma redução das chuvas em todo o centro-sul da América do Sul. Os invernos costumam ser mais rigorosos, como já está ocorrendo e, segundo Lazinski, “existe uma grande possibilidade de termos geadas no mês de setembro”. O meteorologista alertou que não há motivos para alarme. “É verdade, as chuvas terão baixa intensidade, com alguns períodos de veranico mais forte, o que pode levar a quebras pontuais na produção”, enfatizou. Por fim, garantiu que o clima nos Estados Unidos está muito bom para a lavoura de soja e, assim, os americanos terão uma safra cheia. “A lavoura que colhemos e a lavoura que poderíamos colher” foi o tema da palestra do engenheiro agrônomo, Dirceu Gassen.
O tema ricamente ilustrado com dados científicos deixou o público maravilhado – com a clareza didática da apresentação – e, também, preocupado com os desafios quanto ao aumento da produtividade. O agrônomo disse que “nunca se ganhou tanto dinheiro com a cultura da soja quanto se ganha hoje. Entretanto, nos últimos 20 anos a produtividade tem ficado na casa dos 3.000 quilos/ha (50 sacas). Isso é extremamente preocupante pois deveríamos estar colhendo acima de 4.000 quilos/ha. Onde estamos falhando?”. Diante da pergunta passou a mostrar os erros – com números, fotos e pesquisas. Falou que o solo não está armazenado água basicamente devido a compactação e esta decorrente da falta de rotações de culturas somada com o vai e vem constante de máquinas pesadas sem rotas de tráfego. O plantio está sendo realizado fora da velocidade recomendada (acima de 5 km/hora), que as plantas formam um fraco sistema radicular e que a dessecação da lavoura de soja está sendo feita de forma antecipada, isto é, antes da folha completar seu ciclo nutritivo.
Gassen finalizou a brilhante palestra com um desafio: “temos uma alta tecnologia para produzir mais e melhor, sementes de qualidade, clima favorável nas últimas quatro safras, então é hora de começar a repensar o que sempre foi feito e o que se pode melhorar. Quem não mudar vai continuar colhendo o que sempre colheu nos últimos 20 anos”, pontuou.
PRÊMIOS
Ao final do evento – esperado pelo público –, foi realizado o sorteio de quatro motos Honda Croas 150 e uma caminhonete Toyota Hilux 2016. Entre mais de 100 mil cupons preenchidos durante uma campanha de vendas realizadas entre os clientes, coube a sorte maior para a produtora Maria Graciosa Lazarin Possenti, 56 anos, natural de Francisco Beltrão, há 32 anos residindo na Colônia Procópio, Mbaracayú, Alto Paraná. Ela leva para casa a caminhonete Hilux 0 km. Maria Graciosa estava presente e recebeu as chaves no final da festa da “Lar Paraguay 20 anõs”.

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