Noticias

Gleisi Hoffmann defende diálogo entre envolvidos no processo eleitoral

A senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR) foi à Tribuna do Senado, nesta quinta-feira (30), para agradecer os paranaenses que apoiaram a sua candidatura ao Governo do Paraná. Ela lamentou, no entanto, que a campanha no Estado tenha sido marcada por troca de acusações e pela falta de propostas. “Tivemos muitos excessos, com difamações e calúnias que acabaram reduzindo a discussão de conteúdo programático. Muito foi dito, indevidamente, sobre minha atuação e minha pessoa, em razão da minha estada na Casa Civil e por não ter estado no Paraná como gostaria, naquele período.  Se tivesse utilizado a imprensa para falar do meu trabalho, obviamente, teriam dito que eu estaria usando da Presidência da República para fazer uso político eleitoral no meu estado. Em nenhum momento deixei de lutar pelo Paraná e de levar programas para o Estado, entretanto, por não fazer divulgação e não estar presente na militância política nem sempre isso foi visto e, portanto, não foi lembrado. Também fui vítima de uma campanha muito forte de que eu estava trabalhando contra os empréstimos do Paraná. Demorou para ter liberação porque o Estado não cumpria a Lei de Responsabilidade Fiscal.” Gleisi acrescentou que irá cobrar o cumprimento de todas as promessas feitas pelo governador reeleito, Beto Richa, do PSDB, e aproveitou para criticar a medida adotada por ele de cortar 30% do orçamento para equilibrar as contas e poder pagar pessoal e o 13º salário, apesar de o estado ter recebido empréstimos e a União ter liberado todos os recursos para o Paraná. Segundo a senadora, Beto Richa ainda enviou um pacote de projetos para a Assembleia Legislativa do Paraná com medidas polêmicas, como o desconto de 10% para quem pagar o IPVA à vista e também a redução de multas e juros para os contribuintes em dívida com o estado por atraso no pagamento de ICMS, IPVA e ITCMD. No caso do IPVA, Gleisi lembrou que a medida é controversa, pois, há alguns anos, Beto Richa reajustou em 200% as taxas do Detran. Segundo ela, essas medidas, num primeiro momento, podem parecer boas para os contribuintes, mas, na verdade, trazem prejuízos para alguns setores. “Eu acho muito importante que o governo do estado se preocupe em cumprir integralmente a lei de responsabilidade fiscal, o que não fez no primeiro mandato no que se refere aos gastos de saúde e com pessoal. Porém, é preciso ter planejamento e responsabilidade para não comprometer as receitas futuras do estado e, principalmente, não comprometer os recursos para os municípios, para a saúde, e para a educação. Porque toda vez que se encontra contas em relação ao ICMS, se dá descontos ou se abre mão do pagamento de multas, o que acontece é que municípios, saúde e educação também saem no prejuízo”, alertou a senadora. Gleisi também comentou sobre a situação nacional após o término do segundo turno das eleições e fez um apelo pelo diálogo e pela união do país. Para ela, o momento agora é de diálogo entre todos os envolvidos no processo eleitoral, que, no período, mostraram ao país suas propostas e as formas diferentes de comandar o país. “Temos que parar  com o discurso de divisão do país, ele não colabora com o Brasil. Não podemos cair nessa falácia, queremos um país unido, forte, para que possamos nos colocar no cenário internacional com a força e a beleza que nós temos”, destacou a senadora, acrescentando que no Brasil não há divisão política, nem regional. “Não é verdade que o Sul e o Sudeste são contra a presidenta Dilma. Temos uma população considerável que  deu seu voto à Dilma nessas regiões.” Gleisi reafirmou o seu compromisso como senadora da República e com o povo paranaense. “Além de continuar ajudando o Paraná, de lutar pelo meu estado, pelo seu povo trabalhador, vou estar aqui no Senado apresentando projetos, defendendo causas importantes para o Paraná, para o povo brasileiro. Mas vou igualmente confirmar a minha posição e o meu dever de fiscalizar e cobrar as ações do governo do estado. Seguirei atenta ao compromisso das promessas que ainda não foram cumpridas de 2010 e das que foram feitas em 2014. O povo paranaense precisa ter respeito e as promessas que foram feitas precisam ser cumpridas.”