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Os desafios da presidenta reeleita Dilma Rouseff

Numa das eleições considerada das mais emocionantes dos últimos tempos, a presidente Dilma Rousseff, bate o Tucano Aécio Neves e se reelege presidenta do Brasil para governar o país por mais um período de 4 anos. Ao contrário das eleições passadas onde a sua vitória sobre o senador eleito, por São Paulo, José Serra, foi de certa forma tranquila, ganhando ainda no primeiro turno, desta feita, as eleições mostraram equilíbrio durante todo o desenrolar da competição e sinalizaram à presidenta que ações duríssimas para enfrentar enxurradas de erros protagonizadas no seu primeiro governo deverão ser tomadas com extrema rapidez. A sua vitória foi definida por detalhes onde o seu reduto eleitoral baseado no nordeste do país, lhe foi fiel mais uma vez lhe garantindo uma supremacia numérica reconduzindo-a para mais um período de governo. Muitos desafios aguardam a presidenta Dilma no seu segundo mandato, um deles é a reconciliação do país que saiu dividido nestas eleições. Por mais que ela não queira admitir, nos números dos resultados que lhe consagraram a vitória ficou claro a divisão regional, norte e nordeste a seu favor, e o sul, centro oeste e sudoeste a favor da oposição. Profundas mudanças no seu estilo de governar precisam ser implementadas, assim como, mudanças e reformas urgentes na área econômica, se tornaram prioridade no seu segundo mandato. A reforma política (é impossível manter esse sistema que aí está) e tributária (com melhor distribuição de renda e eliminar diversos impostos que causam estragos junto ao sistema empresarial). A inflação alta, que está fugindo ao controle do estado, a infraestrutura do país capenga e carente de muitos investimentos, a saúde e a educação necessitando de transformações de gestão, são setores que aguardam a pronta intervenção do Estado, sem falar da necessidade de fazer o país retornar o seu crescimento. Com esses desafios batendo à sua porta, a sua maior prioridade, sem esperar o inicio do seu segundo mandato, se torna urgente a reforma ministerial puxando para si a responsabilidade da escolha, sem interferência de seus aliados. Se a presidente Dilma tiver a coragem de tomar essas decisões, enfrentar a sua base aliada, certamente ela evitará, também, que futuras manifestações comecem a pipocar tornando o seu segundo mandato insustentável e ingovernável. Durante todos os debates eleitorais, mais madura e experiente, Dilma afirmava que não compactuava com a corrupção denunciada no seu governo o que iria merecer dela um combate sistemático. Pode até ser que estivesse sendo sincera, mas todos os mensaleiros do seu partido, o PT, condenados, já estão soltos, depois de passarem pouco tempo na cadeia, com exceção de Marcos Valério, um boi de piranha que repassava recursos através de sua Agência de publicidade e dividia entre os mensaleiros. Esse está preso esquecido e entregue à própria sorte, depois de ter sido utilizado pelo sistema. Assim, mudanças se fazem necessárias, e urgente. Muito urgente.