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Presidente da Lar classifica pedágio de “sócio indesejado”

Considerando que o alto valor das tarifas de pedágios no Paraná penaliza o setor produtivo paranaense e compromete a competitividade do agronegócio, o presidente da Cooperativa Agroindustrial Lar, Irineo da Costa Rodrigues, disse que o maior prejudicado é o produtor rural, “que receberá menos pela produção”, uma vez que o custo não poderá ser repassado ao mercado. “No final das contas, estoura no bolso do agricultor. O pedágio é um sócio indesejado, pois, apesar de o maior trecho das estradas não ser duplicado, tem um custo absurdamente alto em relação a outros do país. Cobram alto e não entregam os serviços, que seriam a contrapartida”, enfatizou. Ele ilustra a situação ao citar o caso do calcário que, da região de Curitiba até Medianeira, tem elevação de 30% no custo por causa do pedágio. “Isso onera muito a produção primária, que tem lucratividade em torno de 5% ao ano”, acentuou. CONTRA A RENOVAÇÃO DOS CONTRATOS Em hipótese alguma, os atuais contratos do pedágio devem ser prorrogados, na avaliação do presidente da Lar. “Temos de suportar até o final dos atuais contratos, exigindo o cumprimento das contrapartidas das empresas, e fazer novas concessões a partir daí, com custos menores e serviços melhores para os usuários”, disse Irineo da Costa Rodrigues. Concordando com a análise do presidente da Cooperativa Lar, o presidente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), João Paulo Koslovski, acrescenta que “a diretoria da Ocepar é contra a renovação dos contratos, porque isso significará automaticamente a manutenção das atuais cláusulas, ou seja, justamente o que queremos mudar para termos uma tarifa menor e compatível com os valores cobrados nas novas concessões realizadas no País”.