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Governo Beto Lunitti quer planejar e pensar Toledo para o ano de 2050

Pensar em um município melhor para nossos filhos, netos e demais gerações é um desafio do atual governo de Toledo. O prefeito Beto Lunitti disse ser esse o motivo dessa gestão, antecipar a discussão do Plano Diretor e torná-lo participativo. Uma casa na Avenida Guarani, no número 2829, no Jardim La Salle, foi transformada e virou referência para que as pessoas, os empreendedores e aqueles que desejam ver esse município crescer tenham total e pleno acesso, por exemplo, a expansão urbana e as grandes vias que serão produzidas. “Tudo funciona com base no Plano Diretor Participativo, onde o Poder Público assume de fato o processo de planejamento municipal como indutor do desenho urbano, das diretrizes estratégicas na infraestrutura e no desenvolvimento econômico. Nesse sentido, o Poder Público está fazendo a lição de casa no processo de planejar uma Toledo melhor para se viver”, disse Beto Lunitti. O secretário de Planejamento, Jadyr Claudio Donin, é coordenador institucional do Plano Diretor Participativo. Ele explica que o Governo Municipal organizou uma equipe técnica responsável para esses trabalhos, com local próprio para que fosse possível separar o que é rotina do Governo do que é agenda de desenvolvimento estratégico. O engenheiro civil José Carlos de Jesus é responsável pela coordenação setorial do Plano Diretor Participativo e informou que a equipe de profissionais das mais variadas secretarias está fazendo a análise do cenário atual em todas as instâncias para composição das propostas e metas. “Nessa segunda fase iremos fazer consultas aos vários órgãos ativos da sociedade toledana para contribuírem nesse processo de revisão e atualização do Plano Diretor. Nossa meta é projetarmos Toledo até 2050”, afirmou Jesus. O coordenador geral da revisão do PD é o arquiteto Enio Luiz Perin. A coordenação institucional é de responsabilidade do secretário de Planejamento Estratégico, Jadyr Claudio Donin. O telefone da Casa do Plano Diretor de Toledo é o (45) 3252-6632. CASA DO PLANO DIRETOR PARTICIPATIVO Para proporcionar o envolvimento da população na segunda fase de revisão, a prefeitura de Toledo organizou a Casa do Plano Diretor Participativo. Para isso, o coordenador setorial salienta a importância desse envolvimento da sociedade civil organizada. “Esse complexo situado na Avenida Guarani, 2928 está aberto a toda a população, onde a equipe constituída poderá fornecer todas as informações que se fizerem necessárias e também acatará as sugestões da comunidade”. É importante salientar que os eixos temáticos abrangidos pelo Plano Diretor envolvem os mais diversos setores, como por exemplo: desenvolvimento econômico, saúde, educação e cultura, esporte e lazer, desenvolvimento social, urbanismo e meio ambiente. Além dos técnicos responsáveis por cada um desses setores, serão realizadas audiências públicas a partir deste mês para oportunizar a participação popular. A primeira delas está marcada para o dia 29 de setembro no auditório Acary de Oliveira, anexo à prefeitura. OBJETIVO O objetivo é o melhor planejamento e desenvolvimento futuro do município. O espaço já está aberto para que as pessoas possam visitar e opinar sobre a cidade que queremos para os próximos 35 anos. Os mapas viários, o zoneamento e a expansão industrial estão disponíveis para a população visualizar. Além disso, um espaço próprio para reuniões foi organizado para atender grupos de empresários, grupos de acadêmicos e outros grupos interessados. Segundo o analista em administração e planejamento Rafael Gustavo Cavalli, a primeira fase do projeto consiste no levantamento dos dados históricos do município, desde a criação em 1946 até o momento atual. O objetivo dessa fase é fundamentar a prospecção dos cenários futuros. Para se ter ideia de como essas informações poderão ser utilizadas na construção do Plano Diretor e desses cenários futuros, Rafael apresentou um dos dados analisados. “Nós percebemos que o setor de prestação de serviços está em grande expansão. Conforme o município vai crescendo, vai melhorando os seus índices de desenvolvimento humano, com isso, a necessidade de prestadores de serviços aumenta. Essas informações irão influenciar na hora de planejar os incentivos para novas empresas, quando forem ofertados cursos profissionalizantes para jovens que irão entrar no mercado de trabalho e em várias outras situações”, exemplificou o analista. 3ª FASE Na terceira fase todas as modificações realizadas serão encaminhadas para o Conselho de Acompanhamento e Execução do Plano Diretor avaliar e deliberar. Na fase seguinte, após passar pela anuência do prefeito, o PD será encaminhado para a Câmara de Vereadores para aprovação. Ele explica que esse tipo de trabalho acontece de forma intersetorial, onde técnicos de áreas distintas se envolvem no mesmo projeto com a intenção de analisar o maior número de variáveis possíveis. “Para que isso fosse possível houve a necessidade de formalizar essa equipe na casa do Plano Diretor Participativo separada da estrutura da prefeitura. Isso foi importante para integrarmos os profissionais de diversos setores e secretarias para analisar a fundo cada decisão e cada projeto de futuro, analisando o máximo de variáveis possíveis”. Rafael comentou sobre os gastos milionários com projetos no país e que comumente só depois percebe-se que não tinham viabilidade. A ideia defendida é que sempre seja feito um bom planejamento. “No Japão quando vão construir uma obra, gastam nove meses planejando e três meses executando a obra. Já aqui no Brasil, ao contrário, quando muito gasta-se três meses planejando e mais 12 meses executando. Com isso gasta-se mais tempo e muito mais recursos financeiros”, disse Rafael Gustavo Cavalli.