Educação

5 dicas para as pessoas 50+ aprenderem inglês de forma mais fácil

Qual é a idade máxima para se aprender inglês? Constantemente, ouço essa pergunta e minha resposta é: o que limita o ensino de um novo idioma não é a idade, mas a dificuldade em quebrar paradigmas. Como assim? Eu explico...

Primeiro, é preciso entender que, passada a primeira infância, nós já temos nossas crenças e nossas visões. Isso dificilmente nos permite falar como um nativo da língua inglesa, mas esse fato não deve ser uma preocupação e tampouco uma prioridade. É necessário deixar claro que o que mais precisamos é nos comunicarmos de maneira eficaz.

Uma pesquisa do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada (FGVcia), da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV EAESP),  aponta que há no Brasil 424 milhões de dispositivos digitais, o que inclui computador, notebook, tablet e smartphone. Isso resulta em 1,6 dispositivo portátil por habitante. Trago este dado para mostrar que a tecnologia está muito presente no nosso dia a dia e deve ser utilizada a favor do aprendizado.

Para quem tem mais de 50 anos, ela pode ser ainda mais eficaz, já que essas pessoas têm o discernimento de reservar um tempo para o estudo e sabem o quanto aquilo é importante, sem se distrair facilmente com outras coisas, o que é comum entre os jovens.

Costumamos ouvir que “as crianças de hoje em dia aprendem muito mais rápido, são mais inteligentes”, mas isso não é verdade. Quem nasceu em um tempo onde a televisão ainda era uma novidade, a internet, os computadores e celular nem sequer existiam, passou por uma série de adaptações e aprendeu muitas coisas ao longo de todos esses anos, com tamanha evolução.

Pensando nesses aspectos, fiz uma lista de cinco dicas para quem quer aprender o inglês depois dos 50 anos. Confira:

1 - Saber o que você busca

Posso dizer que entre 60% e 70% das pessoas de 50 anos ou mais que querem aprender o inglês estão em busca disso para viajar e conseguir se virar no exterior. Eles não pretendem se tornar fluentes ou especialistas, mas querem saber pedir comida, fazer compras e não depender dos mais jovens para isso. Então, é importante ter um foco. É possível se comunicar em inglês sabendo 150 palavras. Por isso, traçar metas é fundamental.

2 - Estar confortável

É importante que o aluno desta faixa etária entenda que não está ali para aprender gramática, a menos que isso seja uma vontade dele. Mas a prioridade será aprender recursos e ferramentas do inglês que é falado no mundo. Se você viajar para outro país, verá muitas pessoas com bastante autonomia na conversação, mas que não estão preocupadas se estão falando gramaticalmente correto. No inglês, nós temos o que chamamos de “santíssima trindade”, que é a estrutura chave para falar o idioma. Quando entendemos que a estrutura base é formada por sujeito, verbo e complemento – nesta ordem – vamos longe.

3 - Ser objetivo

Pessoas mais experientes precisam receber as doses certas de estímulos e de desafios. Isso deve ser feito de maneira objetiva e sempre mostrando para esses alunos as evoluções nos mínimos detalhes, como falar quando ele melhorou um pouco em uma pronúncia, por exemplo. Por isso, quem está aprendendo também deve ser objetivo e saber o que busca nas aulas.

4 - Contar histórias de vida

É inegável: os alunos com mais de 50 anos possuem uma bagagem muito rica. Então, não é necessário ficar preso aos livros. Costumo dizer que o melhor livro que existe é o livro da vida. Então, é muito mais interessante contar histórias. Além de trabalhar com assuntos da vida real, precisamos ficar atentos a tudo o que temos ao nosso redor. Ter a curiosidade de entender palavras que usamos no cotidiano, como é o caso das smart TVs (TVs inteligentes) ou closet (armário de roupas) e de tantos outros exemplos que temos.

5 - Quebrar crenças

Se nem em português eu entendo tudo o que dizem, por que teria de entender em inglês? Pensando nisso, nós temos que perder o medo de errar na hora de aprender. Nesta faixa etária, é muito comum que as pessoas não comecem um curso por vergonha ou receio. Isso não deve existir e os alunos precisam dizer que não sabem ou que não entendem, sem pensar que isso seja um problema.

Se você tem mais de 50 anos, certamente conseguirá aprender inglês. Basta ter o estímulo e a metodologia corretos e ter momentos de aula agradáveis. Acredite, muitas pessoas estão na mesma situação e levam o aprendizado como um novo hobby, muito mais do que um desafio pessoal. Que tal começar ainda hoje?

 

*Márcio Cafezeiro é diretor pedagógico da IP School – Inglês Particular (www.ipschool.com.br). Autodidata, aprendeu inglês ainda criança, assistindo a filmes e desenhos animados insistentemente. Hoje, possui as certificações Toeic, Toefl e Cambridge, as mais conceituadas do mundo.

 

Sobre a IP School

A IP School é uma rede com seis escolas na capital paulista e em Guarulhos e Mogi das Cruzes, que nasce com uma proposta bem diferente: os alunos têm aulas particulares, que podem ser ministradas pessoalmente ou online. A metodologia é exclusiva e baseada na Programação Neurolinguística, com método fonético, suporte gradual, mapeamento dos objetivos do aluno, de sua proficiência atual e de seu perfil para o desenvolvimento de um plano de aprendizado. A IP School – Inglês Particular não trabalha com livros e oferece materiais gratuitos aos alunos. Na IP School – Inglês Particular, os trainers (professores) são livres para ensinar de forma personalizada. Conforme o mapeamento das características dos alunos, eles criam as aulas, de forma a respeitar os gostos pessoais, a vivência, as experiências e a individualidade do aluno. Assim, desenha-se o conteúdo e a abordagem. Na metodologia da IP School – Inglês Particular, também não há problema de o aluno receber orientações em Português. Como o conteúdo é 100% personalizado, alunos iniciantes podem receber ensinamentos em Português até estarem prontos para interagir o máximo possível em inglês. A ideia é que se desenvolvam e tenham segurança.