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IDR-Paraná inaugura viveiro em Santa Tereza do Oeste para melhorar produção de uva

Nesta quinta-feira (02) foram inauguradas as instalações de um viveiro para material propagativo de videira na unidade do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) em Santa Tereza do Oeste, no Oeste do Estado. A iniciativa faz parte do Programa de Revitalização da Vitinicultura Paranaense (Revitis).

A fruticultura rendeu aproximadamente R$ 2 bilhões ao Paraná no ano passado. “Estamos trabalhando para melhorar a capacidade da nossa agricultura e oferecer oportunidades para os nossos agricultores. Temos muito espaço para crescer e fazer prosperar a vitininicultura, fazer prosperar em ganho de área, produção e qualidade”, disse o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.

O diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, parabenizou o esforço da equipe para a construção do viveiro. "Atualmente, para atendimento da demanda interna, a maior parte da matéria-prima é trazida de outros estados, deixando de gerar empregos e renda no Paraná. Viticultura é densidade de renda, o Paraná precisa ser e pode ser competente nisso”, explica.

Segundo a pesquisadora do IDR-Paraná Alessandra Detoni, o programa envolve quatro eixos: pesquisa, comercialização, agroindústria e turismo. "Fizemos um diagnóstico em 2019 para entender por que a área cultivada com videiras no Paraná teve decréscimo. E é muito satisfatório para os extensionistas, pesquisadores e técnicos construir um programa para atender às demandas dos produtores", afirma.

No polo de Santa Tereza do Oeste, estão sendo executadas atividades focadas em pesquisa, extensão e fomento, de acordo com a Diretora e Pesquisa e Inovação do IDR-Paraná, Vânia Cirino. "O objetivo é renovar o material propagativo a ser distribuído para os agricultores, buscando maior rentabilidade e qualidade do produto destinado tanto para o consumo quanto para a industrialização". 

COMO FUNCIONA – A videira é uma espécie propagada vegetativamente a partir de estacas, que são fragmentos obtidos de ramos lenhosos, medindo em média 30 centímetros de comprimento. As estacas podem ser plantadas diretamente no campo, para posterior enxertia, ou submetidos a enxertia de mesa, enraizamento em cultivo protegido e posterior plantio no campo.

O viveiro abrange três unidades: o Laboratório de Preparo e Armazenamento de Estacas; o Cultivo Protegido, local que possibilita controle de variáveis como temperatura, umidade, radiação solar, vento e pragas, tonando as mudas mais eficientes; e o Campo de Multiplicação, espaço onde acontece o plantio de plantas matrizes de videira.

PROGRAMA – O Revitis foi lançado em 2019 com o objetivo de apoiar a cadeia produtiva da cultura por meio do fortalecimento do setor produtivo, agroindustrial e turístico nas diferentes regiões do Estado. Um dos pilares do programa é a implantação e manutenção de viveiro para multiplicação do material propagativo de videira com qualidade genética e fitossanitária. 

“Com isso, os produtores rurais conseguem adquirir mudas de alta qualidade, evitando a propagação de pragas e doenças e o comprometimento do seu empreendimento”, explica o coordenador estadual do programa, Ronei Andretta.

VISITA TÉCNICA – Na oportunidade, o grupo realizou uma visita técnica à estação de pesquisa do IDR-Paraná, onde pesquisadores do Instituto apresentaram resultados de estudos desenvolvidos ao longo dos últimos anos nas áreas de recursos naturais, integração lavoura-pecuária, grãos, cereais de inverno, fruticultura, agroecologia, entre outros.