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Os debates da incoerência e a fajuta Lei Eleitoral

O que acrescentou para a população, mais precisamente para o eleitor - que quer conhecer melhor os candidatos ao governo do estado - o debate realizado na quinta-feira (28), pela Rede Bandeirantes? Se outros debates forem realizados no futuro, com o mesmo formato, vão continuar a não acrescentar nada, absolutamente, nada. Os debates de ideias, de filosofia, de projetos. Debate das argumentações, da visão futurista, dos investimentos, das prioridades e do conhecimento, é o mínimo que o telespectador, que permaneceu diante da televisão até altas horas da noite, espera acompanhar para fazer o seu julgamento, seu juízo, tomar suas decisões e definir suas escolhas. A desinformação continua sendo completa em relação ao conhecimento dos candidatos. E quando falamos em formato que contempla a participação de todos os candidatos ao governo do Estado, estamos criticando a formula que desmotiva o telespectador e o eleitor. Como entender e aceitar que candidatos que nem aparecem ao mínimo com um simples traço nas pesquisas eleitorais sejam convidados para participar da sabatina e do programa em questão? Esta é uma eleição que pode e tem tudo para ser definida ainda no primeiro turno, porque então não reunir apenas os principais colocados nas pesquisas eleitorais para realizar um debate que se tornaria ao menos interessante, desnudaria os que não possuem preparo, mostraria os que não têm carisma, revelaria os que não possuem conteúdo e conhecimento, assim como mostraria os candidatos que tem comprometimento? Em algumas questões a democracia não precisa ser plena, ela pode, sim, ser relativa, como nesse caso, que envolve decisões e definições na escolha do melhor candidato ao governo do Paraná. Está em jogo o futuro do Estado e para isso a escolha tem que ser feita sem erros. Para isso os eleitores precisam conhecer melhor os candidatos e suas propostas. Com quase uma dezenas de candidatos é impossível apresentar qualquer tipo de propostas e debatê-las, no mínimo acaba acontecendo o que presenciamos, com raríssimas exceções todos os candidatos se digladiando e ao invés de mostrarem e discutirem projetos ficavam se defendendo dos ataques recebidos. Colocaram sindicalistas, presidente de bairro, radialista e diretor de hospital, que não são ninguém na ordem do dia da política, para debater com o Governador Beto Richa e com os senadores Roberto Requião e Gleisi Hoffmann, postulantes diretos ao Palácio Iguaçu. De quem é a culpa? Da Justiça Eleitoral, que premia os fantoches e os aproveitadores de ocasião em detrimento ao bom senso? Ou da televisão? Se for da Justiça Eleitoral- e deve ser - é mais uma comprovação das muitas incoerências e do atraso da Lei Eleitoral ficando patenteado, a necessidade urgente da reforma política. Reforma que acabaria de uma vez por todas com as dezenas de partidos políticos que viraram balcão de negociatas neste país, razão pela qual de tantos políticos ensaiarem uma candidatura, que no mínimo acaba lhes rendendo vantagem que estamos acostumados a presenciar em época de eleições. As recentes eleições municipais de Cascavel foram um exemplo ao presenciarmos presidente de partido que vendeu até a alma e o caráter ao querer entregar a sua agremiação – mas foi impedido pela descoberta e pelas circunstância - em troca de alguns trocados. Isso precisa acabar.